Em Taquara, a Secretaria Municipal de Saúde esclareceu que não houve desligamento de médicos pediatras ou ginecologistas do quadro de funcionários da prefeitura. Em vez disso, esses profissionais foram realocados para garantir maior eficiência no atendimento e ampliar o acesso da população aos serviços especializados.
Os pediatras e ginecologistas continuam atuando dentro do Complexo Municipal de Saúde, onde prestam atendimento qualificado, especialmente para casos de maior complexidade. O serviço materno-infantil, que está integrado ao Complexo, foi reorganizado para otimizar a oferta de atendimento à comunidade, sem reduzir a qualidade do cuidado.
A reestruturação do atendimento visa ampliar a equidade no acesso aos serviços médicos. Anteriormente, especialistas atendiam também crianças saudáveis, enquanto pacientes com problemas de desenvolvimento estavam desassistidos. Com a reorganização, as crianças que necessitam de cuidados mais complexos, de acordo com a avaliação da equipe de Saúde da Família, são encaminhadas para o serviço especializado.
Como funciona o novo atendimento
Agora, o processo de atendimento foi sistematizado. Quando uma criança apresenta problemas que exigem acompanhamento especializado, a equipe da Unidade Básica de Saúde, composta por médicos, enfermeiros, psicólogos e nutricionistas, realiza o encaminhamento para o serviço no Complexo de Saúde.
Para acessar o atendimento, os cidadãos devem procurar a unidade de saúde mais próxima de sua residência e solicitar acolhimento. A equipe irá avaliar a situação e, se necessário, orientar o encaminhamento para o atendimento especializado.
No caso das gestantes, a reestruturação também está em vigor. Na primeira consulta de pré-natal, após a realização do teste rápido, a gestante é cadastrada, passa pela estratificação de risco gestacional e inicia um acompanhamento compartilhado entre os especialistas e a equipe de saúde da família.
Reparando a desigualdade no atendimento
A secretária de Saúde de Taquara, Loreni Spirlandelli, ressaltou que a reorganização do serviço não visa prejudicar ninguém, mas sim melhorar a equidade no acesso à saúde.
"O SUS é equânime, é um desafio, mas acho importante oferecer mais para quem precisa mais. Haviam crianças saudáveis sendo atendidas por especialistas e outras com problemas de desenvolvimento reais desassistidas. Essa é a aresta que queremos reparar", afirmou.
Com a mudança, o objetivo é proporcionar atendimento adequado a todos, respeitando as necessidades de cada indivíduo e garantindo um atendimento mais justo e acessível para a população.